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quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Profº Marcelo 6º D

 

6º Reforço   D

A HISTÓRIA DA CARTOGRAFIA

 

A cartografia é a ciência da representação gráfica da superfície terrestre, tendo como produto final o mapa.

Ou seja, é a ciência que trata da concepção, produção, difusão, utilização e estudo dos mapas.

Na cartografia, as representações de área podem ser acompanhadas de diversas informações, como símbolos, cores, entre outros elementos. A cartografia é essencial para o ensino da Geografia e tornou-se muito importante na educação contemporânea, tanto para as pessoas atenderem às necessidades do seu cotidiano quanto para estudarem o ambiente em que vivem.

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O surgimento

Os primeiros mapas foram traçados no século VI a.C. pelos gregos que, em função de suas expedições militares e de navegação, criaram o principal centro de conhecimento geográfico do mundo ocidental.

O mais antigo mapa já encontrado foi confeccionado na Suméria, em uma pequena tábua de argila, representando um Estado. A confecção de um mapa normalmente começa a partir da redução da superfície da Terra em seu tamanho. Em mapas que figuram a Terra por inteiro em pequena escala, o globo se apresenta como a única maneira de representação exata.

A transformação de uma superfície esférica em uma superfície plana recebe a denominação de projeção cartográfica.

Na pré-história, a Cartografia era usada para delimitar territórios de caça e pesca. Na Babilônia, os mapas do mundo eram impressos em madeira, mas foram Eratosthenes de Cirene e Hiparco (século III a.C.) que construíram as bases da cartografia moderna, usando um globo como forma e um sistema de longitudes e latitudes. Ptolomeu desenhava os mapas em papel com o mundo dentro de um círculo.

Com a era dos descobrimentos, os dados coletados durante as viagens tornaram os mapas mais exatos. Após a descoberta do novo mundo, a cartografia começou a trabalhar com projeções de superfícies curvas em impressões planas.

 

 

Atualmente...

Hoje, a cartografia é feita por meios modernos, como as fotografias aéreas (realizadas por aviões) e o sensoriamento remoto por satélite.

Além disso, com os recursos dos computadores, os geógrafos podem obter maior precisão nos cálculos, criando mapas que chegam a ter precisão de até 1 metro. As fotografias aéreas são feitas de maneira que, sobrepondo-se duas imagens do mesmo lugar, obtém-se a impressão de uma só imagem em relevo. Assim, representam-se os detalhes da superfície do solo.

Depois, o topógrafo completa o trabalho sobre o terreno, revelando os detalhes pouco visíveis nas fotografias.

 

Sensoriamento remoto

A outra técnica cartográfica, o sensoriamento remoto, consiste na transmissão, a partir de um satélite, de informações sobre a superfície do planeta ou da atmosfera.

https://www.sogeografia.com.br/figuras/sensor.jpg

Quase toda coleta de dados físicos para os especialistas é feita por meio de sensoriamento remoto, com satélites especializados que tiram fotos da Terra em intervalos fixos.

Para a geração das imagens pelos satélites, escolhe-se o espectro de luz que se quer enxergar, sendo que alguns podem enviar sinais para captá-los em seu reflexo com a Terra, gerando milhares de possibilidades de informação sobre minerais, concentrações e tipos de vegetação, entre outros.

Existem satélites que chegam a enxergar um objeto de até vinte centímetros na superfície da Terra, quando o normal são resoluções de vinte metros.

Mapas

 

https://www.sogeografia.com.br/figuras/mapas.jpg

A localização de qualquer lugar na Terra pode ser mostrada em um mapa.

Os mapas são normalmente desenhados em superfícies planas, em proporção reduzida do local da Terra escolhido.

Nenhum mapa impresso consegue mostrar todos os aspectos de uma região. Mapas, em contraposição a foto aéreas e dados de satélite, podem mostrar concentração populacional e de renda, diferenças de desenvolvimento social, entre outras informações.

Como os mapas possuem representação plana, eles não representam fielmente a forma geoide da Terra, o que levou cartógrafos a utilizarem globos para imitar essa forma. Os mapas mais comuns são os políticos e topográficos. Os políticos representam graficamente os continentes e as fronteiras entre os países, enquanto os topográficos representam o relevo em níveis de altura (normalmente inclui também os rios mais importantes).

Para desenhar mapas cartográficos depende-se de um sistema de localização com longitudes e latitudes, uma escala, uma projeção e símbolos.

Atualmente, boa parte do material que o cartógrafo necessita é obtido por sensoriamento remoto com foto de satélite ou fotografias aéreas.

 

Projeções cartográficas

cartográficas, ou seja, maneiras de representar um corpo esférico sobre uma superfície plana.

Como toda projeção resulta Sabemos que a maneira mais adequada de representar a Terra como um todo é por meio de um globo.

Porém, precisamos de mapas planos para estudar a superfície do planeta. Transformar uma esfera em uma área plana do mapa seria impossível se os cartógrafos não utilizassem uma técnica matemática chamada projeção.

No entanto, imagine como seria se abríssemos uma esfera e a achatássemos para a forma de um plano. Com isso, as partes da esfera original teriam que ser esticadas, principalmente nas áreas mais próximas aos os polos, criando grandes deformações de área. Então, para chegar a uma representação mais fiel possível, os cartógrafos desenvolveram vários métodos de projeções em deformações e incorreções, às vezes algumas características precisam ser distorcidas para representarmos corretamente as outras. As deformações podem acontecer em relação às distâncias, às áreas ou aos ângulos. Conforme o sistema de projeção utilizado, as maiores alterações da representação localizam-se em uma ou outra parte do globo: nas regiões polares, nas equatoriais ou nas latitudes médias. É o cartógrafo define qual é a projeção que vai atender aos objetivos do mapa.

https://www.sogeografia.com.br/figuras/projecao.jpg

A projeção mais simples e conhecida é a de Mercator (nome do holandês que a criou). Outras técnicas foram evoluindo e muitas outras projeções tentaram desfazer as desigualdades de área perto dos polos com as de perto do equador, como por exemplo a projeção de Gall. Como não há como evitar as deformações, classifica-se cada tipo de projeção de acordo com a característica que permanece correta. Temos então:

  • Projeções equidistantes = distâncias corretas
  • Projeções conformes = igualdade dos ângulos e das formas dos continentes
  • Projeções equivalentes = mostram corretamente a distância e a proporção entre as áreas

A seguir são apresentados os três principais tipos de projeção.

Cilíndricas

Consistem na projeção dos paralelos e meridianos sobre um cilindro envolvente, que é posteriormente desenvolvido (planificado). Uma das projeções cilíndricas mais utilizadas é a de Mercator, com uma visão do planeta centrada na Europa.

https://www.sogeografia.com.br/figuras/cilindrica.jpg

Cônicas

É a projeção do globo terrestre sobre um cone, que posteriormente é planificado. São mais usadas para representar as latitudes médias, pois apenas as áreas próximas ao Equador aparecem retas.

https://www.sogeografia.com.br/figuras/conica.jpg

https://youtu.be/fjLWLhNDam4

https://youtu.be/MSdp12j2K1A

 

 

 

ATIVIDADES

FAÇA UMA PEQUENA ANALISE DOS VÍDEOS E COPIE NO CADERNO.

FAÇA UM RESUMO DOS TEXTOS NO CADERNO DE GEOGRAFIA E COLE IMAGENS COMO EXEMPLOS

O QUE É CARTOGRAFIA?

POR QUE TEMOS DE SABER SOBRE MAPAS?

QUAIS OS TIPOS DE PROJEÇÕES CARTOGRÁFICAS?

O QUE É SENSORIAMENTO?

 

 

ENVIAR AS ATIVIDADES PARA:

professormarcelogarbin@gmail.com

Atividades para os professores:

Marcelo Garbin e Daniel

 

 

 

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

GEOGRAFIA PROF.MARCELO GARBIN (6º C E ENSINO MÉDIO)

 BOM DIA 

ESTA É A SEMANA DAS CORREÇÕES DAS ATIVIDADES POSTADAS NA SEMANA ANTES DA PARADA, FAOR ENVIAREM PARA O E-MAIL.

professormarcalogarbin@gmail.com

NÃO DEIXEM DE ENVIAR, GRATO A TODOS

PROFESSOR MARCELO GARBIN

GEOGRAFIA

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

GEOGRAFIA 6ºANO C (3º BIM)

 

3º BIMESTRE 6º ANO C

GEOGRAFIA PROFESSOR :MARCELO GARBIN

E-MAIL:  professormarcelogarbin@gmail.com

ENTREGA :31/08/2020

TEMA:  CICLOS DA NATUREZA E A SOCIEDADE

 

CICLOS DA NATUREZA

Ciclos da natureza têm a ver com a forma como a terra se renova. As coisas vivas dentro de um ecossistema interagem uns com os outros e também com o seu ambiente não vivo, para formar uma unidade ecológica, que é em grande parte auto -suficiente. Às vezes, esse processo de renovação é gradual e suave. Às vezes é violento e destrutivo. No entanto, os ecossistemas contêm dentro de si os recursos para regenerar-se.

A vida na Terra se desenvolve através de uma reciclagem constante. Os elementos são continuamente recriados a partir dos átomos que circulam em cadeias biogeoquímicas. Morte, destruição e decomposição são partes de um ciclo que possibilita novas estruturações.

Entre os mais importantes ciclos da natureza estão: o da Água, do Carbono e do Nitrogênio, sendo que a Cadeia Alimentar pode ser entendida como um Ciclo de Energia.

Ciclos químicos

O equilíbrio é essencial para a terra. Ciclos químicos mantém a quantidade de elementos na Terra em um equilíbrio perfeito.

Ciclo de oxigênio

A quantidade de oxigênio dentro e ao redor da Terra é fixo. Mas esse oxigênio é alimentado uma e outra vez, através de sistemas de vida do mundo em um círculo interminável chamado de ciclo de oxigênio. Nossas necessidades são apenas parte deste ciclo. O ciclo inclui uma bolsa contínua de gases entre o ar e de animais e plantas. Em um processo chamado de respiração, os animais e as plantas absorvem oxigênio do ar e devolver o dióxido de carbono. Em um processo chamado fotossíntese, as plantas absorvem o dióxido de carbono do ar e da água e devolver oxigênio. Respiração e fotossíntese são processos efetivamente opostas. A respiração é uma reação de oxidação, o que leva o oxigênio do ar ou da água. A fotossíntese é uma reação de redução. Acrescenta gás oxigênio para o ar. Enormes quantidades de oxigênio são retirados pelas plantas e os animais diariamente, e grandes quantidades de oxigênio são devolvidos ao ar pelas plantas. Estas quantidades exatamente equilibrar de modo que em

 
Ciclos da Natureza

A vida na Terra se desenvolve através de uma reciclagem constante. Os elementos são continuamente recriados a partir dos átomos que circulam em cadeias biogeoquímicas. Morte, destruição e decomposição são partes de um ciclo que possibilita novas estruturações.

Entre os mais importantes ciclos da natureza estão o da Água, do Carbono e do Nitrogênio, sendo que a Cadeia Alimentar pode ser entendida como um Ciclo de Energia.

 

Cadeia Alimentar    

 

Relações: Produtor Ciclos da Natureza Consumidor Ciclos da Natureza Decompositor

Os diferentes elementos que compõem um ecossistema cumprem papéis específicos quantoa transferência de matéria e energia, em um processo nutritivo que chamamos de Cadeia Alimentar.

Classificamos os organismos responsáveis por este processo da seguinte forma:

Produtores (P) – São as plantas verdes que, acionadas pela luz do Sol, absorvem os compostos inorgânicos presentes na atmosfera e no solo e os transformam em compostos orgânicos, processo conhecido por fotossíntese.

Consumidores – São os animais herbívoros (C1) que se alimentam das plantas (os produtores) e que, por sua vez, servem de alimento para os animais carnívoros (C2, C3), ou predadores.

Decompositores (D) – Completam o ciclo vital: decompõem a matéria orgânica presente nos dejetos animais e plantas mortas, transformando-os nos compostos inorgânicos que alimentam as plantas.

 

O equilíbrio do ecossistema depende da realização de cada um desses organismos da cadeia alimentar. A drástica redução dos animais predadores, por exemplo, pode resultar na proliferação dos animais herbívoros e, com isso, na escassez ou extinção de algumas espécies vegetais.


Cadeia Alimentar

 

Ciclo da Água

ciclo da Água pode ser dividido em dois, um curto ou pequeno e outro mais longo ou grande.

No pequeno ciclo estão contidas as águas dos mares, rios, lagos e as que estão misturadas ao solo que evaporam pelo calor do ambiente, se condensando em nuvens que trazem a água de volta em forma de chuva.

No grande ciclo estão envolvidos também os seres vivos: as plantas absorvem a água do solo, se utilizando dela para a fotossíntese, liberando-a pela transpiração e respiração; Os animais consomem água na alimentação e a liberam pela transpiração, respiração e excreção. Parte da água fica retida na biomassa que só depois da morte volta para a terra.

 



Ciclos da natureza: os dias e as noites

Dia e noite, estações do ano, períodos de chuvas e seca, ventos, correntes marítimas e marés são alguns dos fenômenos cíclicos da natureza que marcam e muitas vezes determinam a rotina de vida os seres vivos.A maioria das nossas atividades diárias, como ir a escola, trabalhar e brincar, é de alguma maneira influenciada por esses fenômenos.

Antigamente havia-se uma influência maior desses fenômenos, principalmente no que se referia ao dia e a noite. A descoberta da eletricidade e a distribuição de energia elétrica possibilitou a alteração de algumas rotinas que eram apenas diurnas. Como por exemplo estudar, sair, etc.

Ainda hoje alguns animais apresentam seus hábitos relacionados com o dia e a noite. Alguns possuem o hábito diurno, ou seja, de noite dormem e de dia procuram os seus alimentos, como o caso da galinha, do Teiú, entre outros. Outros por sua vez, possuem o hábito noturno, ou seja, durante o dia dormem e a noite saem a procura de seus alimentos, como o caso do morcego, da onça, do tigre,do Urutau.

1. O Sol nasce e se põe – nascente e poente:

Ao longo do dia podemos perceber que o céu passa por constantes alterações. Durante o dia podemos ver as nuvens, os pássaros, insetos, aviões e o Sol. Ao anoitecer, o céu fica escuro e podemos observar as estrelas e a Lua, quando o céu está limpo. Essas diferenças são determinadas pela presença ou não da luz solar. Chamamos de nascente e poente, respectivamente, o local onde o sol aparece pela manhã e se põe ao fim da tarde.

2. Orientando-se com a ajuda do céu:

A. Orientando-se durante o dia:

A posição do Sol no céu durante o dia não é sempre a mesma, isso é resultando do movimento aparente do Sol. Costuma-se dizer que o Sol nasce sempre a Leste e se põe sempre a Oeste, mas na verdade não é bem assim que acontece.

O Sol nasce exatamente a Leste e se põe exatamente a Oeste em apenas 2 dias do ano: dia 21 de março (equinócio de outono) e 23 de setembro(equinócio de primavera), aqui no Brasil. O Equinócio é o período do ano em que o número de horas de claridade e de escuridão são IGUAIS

B. Orientando-se durante a noite:

No céu noturno usamos as constelações para nos orientarmos. É sabido que as constelações observadas no hemisfério sul não são as mesmas observadas no hemisfério norte. No hemisfério sul é comum usarmos como ponto de referência a constelação do Cruzeiro do Sul, e no hemisfério Norte a estrela polar.

3. Marcando o Tempo:

Nosso dia está dividido em horas, minutos e segundos. Cada hora tem 60 minutos e cada minuto tem 60 segundos. Um dia inteiro tem, por convenção 24 horas.

Essa divisão teve início com os sumérios e foi aperfeiçoada a partir da Idade Média.

O desenvolvimento da agricultura e as constantes necessidades dessa prática impulsionou a criação de equipamentos mais precisos para a marcação do tempo.

Fazia-se necessário saber o período mais adequado para o plantio e a colheita e os prováveis períodos de seca e de chuva, uma vez que contribui para se obter melhores resultados da plantação.Assim surgiram os primeiros marcadores de tempo, como a Gnômon, a Clepsidra, o Relógio de Sol e a Ampulheta.

O Gnômon Instrumento usado em 3000 aC na Mesopotâmia. A marcação das horas ao longo do dia era feita observando-se a sombra produzida pela vareta que ficava no seu centro.

A Clepsidra Era um relógio de água desenvolvido pelos chineses há mais de 4000 anos. A água caia de um recipiente em outro de forma regular.

O Relógio de Sol Aperfeiçoamento do Gnômon, os primeiros registros datam do ano 600 aC, na Babilônia.

A Ampulheta Trata-se de 2 recipientes cônicos de vidro que se comunicam através de um pequeno orifício, por onde uma fina areia escorre de um recipiente a outro.

 

ATIVIDADES:

Faça um resumo do texto

Classifique a cadeia alimentar

Qual a finalidade dos ciclos do dia e da noite?

Pesquise sobre um dos instrumentos de medição  do tempo e faça no caderno com imagens sobre o tal dispositivo.

GEOGRAFIA 2º A/B (3º BIM.)

 

3º BIMESTRE 2º ANOS A/B

GEOGRAFIA PROFESSOR :MARCELO GARBIN

E-MAIL:  professormarcelogarbin@gmail.com

ENTREGA :31/08/2020

TEMA:  DINÂMICAS DEMOGRÁFICAS E MATRIZES CULTURAIS DO BRASIL

DINÂMICA DEMOGRÁFICA

Entende-se por dinâmica populacional ou Demográfica ,o estudo da variação na quantidade dos indivíduos de determinada população. Já o conceito população pode ser definido como o conjunto de pessoas que residem em determinado território, que pode estar constituído em uma cidade, um estado, um país ou mesmo o planeta como um todo. Tal população pode ser classificada ainda segundo sua religião, nacionalidade, local de moradia (urbana e rural), atividade econômica (ativa ou inativa), e os seus respectivos comportamentos são objeto dos denominados "indicadores sociais", estatística destinada a traduzir em uma grandeza quantitativa um conceito social abstrato e informar algo sobre certo aspecto da realidade social, como por exemplo taxas de natalidade, mortalidade, expectativa de vida, índices de analfabetismo, entre outras variáveis.

É fundamental ao se analisar dinâmica populacional que não se confunda população com nação, conceito que é definido como o conjunto de pessoas que repartem a mesma história, estando, por isso, inseridas em um mesmo panorama cultural. De acordo com essa orientação, a população de um país pode estar dividida em várias nações, ao mesmo tempo em que uma nação pode estar dividida entre dois ou mais países.

No passado, a dinâmica populacional foi muito associada às ideias de explosão populacional, recebendo grande atenção os trabalhos de Thomas Maltus relacionados à problemática, que procuravam alertar sobre o crescimento desordenado da população e a inevitável escassez de alimentos e recursos que tal crescimento traria. Com o advento da Revolução Industrial, e o florescimento da tecnologia, especialmente nas áreas de produção, conservação e transporte de alimentos, os estudos de Malthus caíram por terra. Hoje, a discussão está em um ponto diametralmente oposto, o da "implosão populacional", pois em vários pontos do planeta assistimos a quedas de taxas de fecundidade, especialmente na Europa ocidental e Japão.

No Brasil, podemos afirmar que há uma melhora geral na qualidade de vida da população, contribuindo para seu constante aumento, resultante das melhorias médico-sanitárias decorrentes do pós-guerra e também dos movimentos migratórios ocorridos nos anos 60 e 70 da população rural em direção às cidades, melhor equipadas para atender a população em geral se comparado às áreas mais isoladas e rurais. Ao mesmo tempo em que a qualidade de vida melhora, há uma diminuição na taxa de fecundidade dos brasileiros, muito devido à participação efetiva da mulher no mercado de trabalho. Talvez não seja o único fator, mas é certamente o mais importante para explicar uma considerável mudança na pirâmide etária nacional, onde se reduz consideravelmente o número de jovens, aumentando por outro lado o número de idosos, o que acarretará um problema em relação à previdência brasileira, com menos jovens a custear o serviço do qual uma população cada vez maior de idosos deseja usufruir.

 

MATRIZES CULTURAIS DO BRASIL

Cultura Brasileira é o resultado da miscigenação de diversos grupos étnicos que participaram da formação da população brasileira.

A diversidade cultural predominante no Brasil é consequência também da grande extensão territorial e das características geradas em cada região do país.

O indivíduo branco, que participou da formação da cultura brasileira, fazia parte de vários grupos que chegaram ao país durante a época colonial.

Além dos portugueses, vieram os espanhóis, de 1580 a 1640, durante a União Ibérica (período o qual Portugal ficou sob o domínio da Espanha).

Durante a ocupação holandesa no nordeste, de 1630 a 1654, vieram flamengos ou holandeses, que ficaram no país, mesmo depois da retomada da área pelos portugueses. Na colônia, aportaram ainda os franceses, ingleses e italianos.

Entretanto, foi dos portugueses que recebemos a herança cultural fundamental, onde a história da imigração portuguesa no Brasil confunde-se com nossa própria história.

Foram eles, os colonizadores, os responsáveis pela formação inicial da população brasileira. Isso decorreu do processo de miscigenação com índios e negros africanos, de 1500 a 1808. Durante três séculos, os portugueses eram os únicos europeus que podiam entrar livremente no Brasil.

 

A Formação da Cultura Brasileira

A formação da cultura brasileira resultou da integração de elementos das culturas indígena, do português colonizador, do negro africano, como também dos diversos imigrantes.

 

Cultura Indígena

Foram muitas as contribuições dos índios brasileiros para a nossa formação cultural e social. Do ponto de vista étnico, contribuíram para o surgimento de um indivíduo tipicamente brasileiro: o caboclo (mestiço de branco e índio).

Na formação cultural, os índios contribuíram com o vocabulário, o qual possui inúmeros termos de origem indígena, como pindorama, anhanguera, ibirapitanga, Itamaracá, entre outros. Com o folclorepermaneceram as lenda como o curupira, o saci - pererê, o boitatá, a iara, dentre outros.

A influência na culinária se fez mais presente em certas regiões do país onde alguns grupos indígenas conseguiram se enraizar. É exemplo a região norte, onde os pratos típicos estão presentes, entre eles, o tucupi, o tacacá e a maniçoba.

Raízes como a mandioca é usada para preparar a farinha, a tapioca e o beiju. Diversos utensílios de caça e pesca, como a arapuca e o puçá. Por fim, diversos utensílios domésticos, foram deixados como herança, entre eles, a rede, a cabaça e a gamela.

Para saber mais:

Índios Brasileiros

Cultura Indígena

Dia do Índio

 

Cultura Portuguesa

Portugal foi o país europeu que exerceu mais influência na formação da cultura brasileira.

Os portugueses realizaram uma transplantação cultural para a colônia, destacando-se a língua portuguesa, falada em todo o país, e a religião marcada por festas e procissões.

As instituições administrativas, o tipo de construções dos povoados, vilas e cidades e a agricultura fazem parte da herança portuguesa.

No folclore brasileiro é evidente o grande número de festas e danças portuguesas que foram incorporadas ao país. Entre elas, a cavalhada, o fandango, as festas juninas (uma das principais festas da cultura do nordeste) e a farra do boi.

As lendas do folclore (a cuca e o bicho papão), as cantigas de roda (peixe vivo, o cravo e a rosa, roda pião etc.) permanecem vivas na cultura brasileira.

Cultura Africana

negro africano foi trazido para o Brasil para ser empregado como mão de obra escrava. Conforme as culturas que representavam (ritos religiosos, dialetos, usos e costumes, características físicas etc.) formavam três grupos principais, os quais apresentavam diferenças acentuadas: os sudaneses, os bantos e o malês. (sudaneses islamizados).

Salvador, no nordeste do Brasil, foi a cidade que recebeu o maior número de negros, e onde sobrevivem vários elementos culturais.

São exemplos o “traje de baiana”, com turbante, saias rendadas, braceletes, colares, a capoeira e os instrumentos de música como o tambor, atabaque, cuíca, berimbau e afoxé.

De modo geral, a contribuição cultural dos negros foi grande:

Na alimentação, vatapá, acarajé, acaçá, cocada, pé de moleque etc;

Nas danças (quilombos, maracatus e aspectos do Bumba meu boi)

Nas manifestações religiosas (o candomblé na Bahia, a macumba no Rio de Janeiro e o xangô em alguns estados do nordeste).

Para saber mais, leia também os artigos:

Cultura do Nordeste

Cultura Africana

Principais Características da Cultura Afro-Brasileira

Samba

Afoxé

 

Cultura dos Imigrantes

Os imigrantes deixaram contribuições importantes na cultura brasileira. A história da imigração no Brasil começou em 1808, com a abertura dos portos às nações amigas, feita por D. João.

Para povoar o território, vieram famílias portuguesas, açorianas, suíças, prussianas, espanholas, sírias, libanesas, polonesas, ucranianas e japonesas, as quais se estabeleceram no Rio Grande do Sul.

O grande destaque foram os italianos e os alemães, que chegaram em grande quantidade. Eles se concentraram na região sul e sudeste do país, deixando importantes marcas de suas culturas, principalmente na arquitetura, na língua, na culinária, nas festas regionais e folclóricas.

A cultura vinícola do sul do Brasil se concentra principalmente na região da serra gaúcha e de campanha, onde predomina descendentes de italianos e alemães.

Na cidade de São Paulo, o grande fluxo de italianos fez surgir bairros como o Bom Retiro, Brás, Bexiga e Barra Funda, onde é marcante a presença de italianos. Com eles vieram as massas típicas como a macarronada, a pizza, a lasanha, o canelone, entre outras.

 ATIVIDADES:

O que é dinâmica demográfica? (faça um resumo)

Pesquise e crie um gráfico sobre a atual  dinâmica demográfica no Brasil.

O que matrizes culturais?

O Brasil é um país miscigenado? Explique.

Pesquisa: Qual sua matriz cultural? Detalhe como são os costumes de sua matriz.

 

GEOGRAFIA 3º A

 

3º BIMESTRE 3º ANO A

GEOGRAFIA PROFESSOR :MARCELO GARBIN

E-MAIL:  professormarcelogarbin@gmail.com

ENTREGA :31/08/2020

TEMA:  A ÁFRICA NO MUNDO GLOBAL (O CONTINENTE AFRICANO)

 

África

Acredita-se que a situação atual da África seja resultado da maneira em que foi colonizado pelos Europeus. Por meio de colônia de exploração de recursos mineiras, separação dos territórios tribais de maneira desrespeitosa e um certo afastamento da população de origem africana em relação as funções da colônia. Em um mundo globalizado, a África é vista como um país de guerras civis, pobreza, Aids, exclusão social, econômica e tecnológica. Trata-se de um continente que foi fracionado por grandes colonias europeias como: Inglaterra, Bélgica e Alemanha, em um período de imperialismo. A África passou pelo processo de descolonização no período da guerra fria , assim sofrendo com diversos conflitos resultantes da competição das duas grandes potências “socialista e capitalista”. Devido a tal situação, onde a dominação e a exploração foram características marcantes dos colonizadores da África, e a população africana em transferência para América durante os séculos XVI e XVII, encontramos o continente africano como o mais pobre da esfera global. A África possui duas porções diferentes, sendo separadas pelo deserto do Saara, em África Subsaariana e África do norte. Na África Subsaariana encontramos os países que estão ao sul do deserto do Saara, ou conhecida por porção meridional.

A África sofre também com problemas de enchentes que arrasam países como Moçambique, grandes períodos de secas aumentando o numero de pessoas com fome na Etiópia e Eritreia. Outro fator que castiga tal porção do continente é sua grande área desértica ou coberta por floresta pluviais. Porém ficou marcado por ser um continente de grandes riquezas minerais, como o ouro, diamante, urânio, cobre e petróleo, riquezas essas que não foram aproveitadas pelos africanos. Os países africanos fornecem produtos primários com valores baixos no mercado mundial, sendo assim esses países estão fora da DIT da globalização. Acredita-se que a independência política não foi um bom negócio para os países da africa subsaariana, que muitas vezes passaram a ser governada por ditaduras com grandes problemas. ( esquema de corrupção). www.ecodebate.com.br/foto/milho_africa.jpg geografianovest.blogspot.com Problemas que atingem a África Subsaariana Fome Guerras Escravidão Prostituição infantil Disseminação da Aids Palavras amáveis não custam nada e conseguem muito. Blaise Pascal 32 Guerras Civis Os conflitos africanos tem como base os golpes de estados, rivalidades tribais, lutas pelas riquezas minerais. A África central tem como principais tribos rivais Hutus e Tutsis, representando extensos conflitos e dotados de violência. Países que sofreram com as guerras civis na década de 90: Guiné-Bissau, Serra Leoa, Libéria, Somália. A região de Ogaden sempre foi motivo de grandes disputas entre Etiópia e Somália, presentes na região que ficou conhecida por Chifre da África. Atualmente esses conflitos encontram -se em queda.

Dados da ONU que representam a realidade da África Subsaariana A média em relação a expectativa de vida, 53 anos. Da Terra arável só 0,3% é cultivada. Aproximadamente 3,5 milhões de pessoas fugindo de guerras e secas 200 mil soldados -crianças atuando em guerras civis. Uma base de 18 milhões de minas terrestres espalhadas. O HIV presente em 26 milhões de pessoas.

África do norte Trata-se de uma parte bem diferente da África subsaariana, se caracteriza pelo povo árabe e a religião islâmica. E apresentando melhores indicadores que a África subsaariana, não estando entre os mais baixos do mundo. Banhada pelo mar mediterrâneo Marcada em sua porção meridional pelo deserto do Saara. Reunindo países como: Argélia, Egito, Líbia, Tunísia, Saara Ocidental, Marrocos, Mauritânia. Quando se fala em industrialização, temos o Egito como o país mais industrializado da áfrica do norte, sempre ligado ao Oriente médio lutando junto aos palestinos contra o estado de Israel.

Economia da África

A África é o continente mais pobre do mundo. Cerca de 1/3 dos habitantes da África vivem com menos de 1 dólar ao dia, abaixo do nível da pobreza definido pelo Banco Mundial.

O avanço de epidemias, o agravamento da miséria e os conflitos armados levam esta região a um verdadeiro caos.

Além disso, quase 2/3 dos portadores do vírus HIV do planeta vivem neste continente. O atraso econômico e a ausência de uma sociedade de consumo em larga escala, colocam o mercado africano em segundo plano no mundo globalizado. O PIB total da África é de apenas 1% do PIB mundial e o continente participa de apenas 2% das transações comerciais que acontecem no mundo.

Em sua maioria, os africanos são tradicionalmente agricultores e pastores. A colonização europeia aumentou a demanda externa de determinados produtos agrícolas e minerais. Para atendê-la, construíram-se sistemas de comunicação, introduziram-se cultivos e tecnologia europeus e desenvolveu-se um sistema de economia de intercâmbio comercial, que continua coexistindo com a economia de subsistência.

Embora um quarto do território africano seja coberto por florestas, grande parte da madeira só tem valor como combustível. Gabão é o maior produtor de okoumé, um derivado da madeira usado na elaboração de compensado (madeira em chapa). Costa do Marfim, Libéria, Gana e Nigéria são os maiores exportadores de madeira de lei.

A pesca marítima, que é muito difundida e voltada para o consumo local, adquire importância comercial no Marrocos, na Namíbia e na África do Sul. A mineração representa a maior receita dentre os produtos exportados. As indústrias de extração mineral são o setor mais desenvolvido em boa parte da economia africana. Além disso, Serra Leoa tem a maior reserva conhecida de titânio.

A nação mais industrializada do continente é a África do Sul, que alcançou relativa estabilidade política e desenvolvimento, possuindo sozinha 1/5 do PIB de toda a África. Porém, também já foram implantados notáveis centros industriais no Zimbábue, no Egito e na Argélia. O principal bloco econômico é o SADC, formado por 14 países, que se firma como o pólo mais promissor do continente.

 

ATIVIDADES:

O que você conhece sobre o continente africano?

Faça um resumo sobre os textos apresentados.

Pesquise por que muitos países africanos estão sempre em constates conflitos armados.

Em um mapa do continente africano,faça uma legenda e pinte onde ocorre os conflitos.

Qual seu entendimento sobre economia africana e qual sua opinião?